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MUDANÇA DE SERVIDOR

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Publicada porRicardo Gonçalves à(s) terça-feira, dezembro 30, 2008 7 comentários  

Fibromialgia

O que é a Fibromialgia

A fibromialgia é uma síndroma crónica caracterizada por queixas dolorosas neuromusculares difusas e pela presença de pontos dolorosos em regiões anatomicamente determinadas. Outras manifestações que acompanham também as dores são a fadiga, as perturbações do sono e os distúrbios emocionais. Alguns doentes queixam-se de perturbações gastrointestinais.

Há várias descrições da doença desde meados do século XIX mas apenas foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como doença no final da década de 70.

Sofrem da doença de 2 a 8% da população adulta dependendo dos países.

Da população atingida, entre 80 a 90% dos casos são mulheres com idade entre os 30 e os 50 anos.

A DOR NA FIBROMIALGIA

O sintoma mais importante da fibromialgia é a dor, que pode afectar uma grande parte do corpo.

Em certas ocasiões, a dor começa de forma generalizada, e em outras numa área como o pescoço, ombros, região lombar etc.

A dor da fibromialgia pode ser descrita como queimadura ou mal estar. Às vezes podem ocorrer espasmos musculares .

Com frequência, os sintomas variam em relação à hora e ao dia , podendo ter maior incidência matinal, agravando-se com a actividade física, com as mudanças climáticas, com a falta de sono e o stress, etc.

Acredita-se que a doença seja devida a uma perturbação dos mecanismos da dor, nos fusos neuromusculares, não havendo propriamente lesão de qualquer órgão, nomeadamente músculos ou articulações, podendo nalguns casos ser altamente invalidante.

OUTROS SINTOMAS E ASPECTOS DA FIBROMIALGIA

Além da dor a fibromialgia pode causar sensação de formigueiro e inchaço nas mãos e pés, principalmente ao levantar da cama assim como ocasionar rigidez muscular.

Outra alteração da fibromialgia associada à dor é a fadiga, que se mantém durante quase todo o dia com pouca tolerância ao esforço físico.

Quando o sintoma Dominante é a Fadiga a doença tem sido designada por Síndroma da Fadiga Crónica.

As pessoas com fibromialgia queixam-se com frequência de ansiedade, às vezes há depressão, perturbações da atenção, concentração e da memória.

Alguns doentes têm queixas gástricas e cólon irritável.

Cerca de 70% dos doentes com fibromialgia queixam-se de perturbações do sono, piorando as dores nos dias que dormem pior.

Os registos electroencefalográficos podem apresentar alterações em relação com as perturbações do sono.

Há relatos de casos de fibromialgia que começam depois de uma infecção bacteriana ou viral, um traumatismo físico ou psicológico.

Existem estudos que mostram que

pessoas com esta doença, apresentam níveis baixos de algumas substâncias importantes, particularmente a serotonina e níveis elevadas de proteína P relacionados com a dor.

DIAGNÓSTICO

Dado que não existem exames ou análises que permitam a confirmação do diagnóstico, este é feito com a história clínica, a observação médica pondo em evidência pelo menos 12 de 18 pontos dolorosos representados nas figuras ao lado, associados à fadiga, às perturbações do sono e às alterações emocionais. Na Síndroma da Fadiga Crónica sem dores não há pontos dolorosos o que torna a situação muito mais aleatória.











Em resumo os Critérios de Diagnóstico são:

Duração superior a 3 meses de:

  • Dor difusa pelo corpo.
  • Dor à apalpação de 12 de 18 pontos dolorosos.

E pelo menos mais 2 dos 3 sintomas seguintes:

  • Fadiga
  • Alterações do sono
  • Perturbações emocionais
  • Devem no entanto ser investigados a presença de lesões nos músculos, alterações do sistema imunológico, problemas hormonais e principalmente doenças reumáticas, etc.
  • No caso da fibromialgia todos os exames e análises devem ser normais.

PROGNÓSTICOS E TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA

Há várias medicações muito úteis para atenuar os sintomas da fibromialgia e muitas outras estão a surgir.

Os estudos a longo prazo sobre fibromialgia têm demonstrado que se trata de uma doença crónica com uma evolução alternando períodos melhores com outros de grande crise em que a medicação é fundamental.

Um dos aspectos que por vezes é determinante para o prognóstico é a relação entre o doente, os familiares, os colegas de trabalho e a comunidade, e não menos importante, mas indispensável, é o apoio e uma boa relação médico / doente.

Dr. Fernando Morgado - Neurologista

ALGUMAS NOTAS SOBRE FIBROMIALGIA - Dr. Sanchez Silva

1 - O QUE É?

Trata-se de uma doença crónica, que predomina no sexo feminino (relação mulher / homem - 10/1), caracterizada por dor generalizada , fadiga, sono não reparador e hipersensibilidade dolorosa.

2 - GRUPO EM QUE SE INSERE:

Devido ao desconhecimento das causas da doença, torna-se difícil o seu enquadramento, embora a maioria dos autores a classifique como Síndroma Astenia Crónica / Doença Reumática.

3 - PREVALÊNCIA:

Embora não haja estatísticas rigorosas para Portugal, calcula-se que 5% a 6% da população sofre da doença, havendo uma distribuição pelas diversas faxas etárias, desde a idade escolar, com predominância nas mulheres acima dos 40 anos.

Existe, contudo, uma certeza:

É, neste momento, uma doença em expansão.

A observação de diagnósticos comuns a elementos da mesma família, não nos permite, ainda, concluir que seja uma doença hereditária.

4 - HISTÓRIA DA DOENÇA:

Já Hipócrates descreve a dor musculo-esquelética difusa.

Em 1824, Balfour faz a associação entre reumatismo e pontos dolorosos.

Em 1880, Beard classifica como Mielastenia uma síndroma com as características da Fibromialgia.

No início do séc xx, Growers introduz o termo "Fibrosite"por supor (algo nunca comprovado), que se trataria de alterações fibromusculares.

Em 1972, Moldofsky identifica as perturbações do sono Nrem.

Em 1977, Smythe e Moldofsky associam a presença de dor crónica e generalizada com pontos dolorosos em locais previsíveis e sono não reparador.

Em 1990, o Colégio Americano de Reumatologia define os critérios de diagnóstico ainda agora utilizados.

5 - FISIOPATOLOGIA:

Especula-se, ainda, acerca da origem da doença.

Sabe-se que os doentes de fibromialgia apresentam diminuição de seretonina e ácido 5 - Hidroxindolacético no LCR e no plasma, assim como elevação da substância P no LCR e hipovascularização de algumas regiões cerebrais, alterações no EEG de sono nocturno, na fase Nrem, hipertonia simpática, alterações da memória recente, além de outras alterações, mas que, todas elas são comuns a outras patologias.

O mais provável é que seja uma causa multifactorial.

6 - DIAGNÓSTICO:

Critérios de diagnóstico da Sociedade Americana de Reumatologia:

A - Manifestações nucleares

- Dor crónica generalizada, com evolução de, pelo menos, 3 meses, abrangendo a parte superior e inferior do corpo, lado direito e esquerdo, assim como o esquerdo axial.

- Dor à pressão, em, pelo menos, 11 de 18 pontos predefinidos, a saber:

1. - Ponto occipital

Bilateral, nas inserções do músculo sub-occipital.

2, - Ponto cervical inferior

Bilateral, na face anterior dos espaços intertransversários de C5 e C7

3. - Ponto trapézio

Bilateral, no ponto médio do bordo superior do músculo.

4. - Ponto supra espinhoso

Bilateral, na origem do músculo acima da espinha da omoplata, junto do bordo interno.

5. - Ponto 2ª costela

Bilateral, na junção costo-condral da 2ª costela, imediatamente para fora da junção e na face superior.

6. - Ponto epicôndilo

Bilateral, 2 cm externamente ao epicôndilo.

7. - Ponto glúteo

Bilateral, no quadrante superior externo da nádega, no folheto anterior do músculo.

8. - Ponto grande trocanter

Bilateral, posterior à proeminência trocantérica.

9. - Ponto Joelho

Bilateral, na almofada adiposa interna, acima da interlinha articular.

Os pontos dolorosos não são de dor espontânea.

A sua pesquisa deve ser efectuada com uma pressão digital de 4kg.

A dor não deve irradiar.

B - Manifestações Características:

Fadiga crónica, sono não reparador, parastesias, rigidez (sobretudo matinal), edema subjectivo, cefaleias, síndroma de colon irritável, fenómeno de Raynaud, depressão/ansiedade, hipersensibilidade generalizada à pressão e mudanças de temperatura ( tipo sindroma gripal).

O diagnóstico é exclusivamente clínico, não existindo exames subsidiários caracteristicamente positivos na fibromialgia.

7 - DIAGNÓSTICOS DIFERENCIAIS:

Tendo em consideração que os sintomas de fibromialgia são comuns a outras doenças que têm tratamento diferente, sendo que algumas são potencialmente graves em termos de sobrevida, serão de excluir os diagnósticos de:

- Artrite reumatóide; Lupus eritematoso sistémico; Espondilite anquilosante; Polimiosite; Sindroma de Sjörgen; Polimialgia reumática; Osteomalácia ; Osteoporose; Doença vertebral degenerativa; Sindroma de dor miofascial; Hipotiroidismo;Hipertiroidismo; Hiperparatiroidismo; Sindroma paraneoplásico; Miopatia metabólica; Metastização tumural; Mieloma múltiplo, Polineuropatias; Doença de Parkinson;Sarcoidose; Infecções víricas; Neuroses; Psicoses; Ansiedade; Depressão.

Qualquer destas patologias pode coexistir com a Fibromialgia.

8 - ALGUNS MITOS:

A fibromialgia é uma Doença Psiquiátrica?

Não!

Trata-se de uma doença orgânica crónica, a qual, dadas as suas características (dor generalizada, cansaço fácil) e à incompreensão de todos aqueles que rodeiam o doente, leva, muitas vezes, a que os mesmos desenvolvam reacções do foro psíquico.

Estudos recentes (Petzeke e Col) comparativos e randomizados comprovam que nestes doentes há uma hiperalgesia, independentemente de factores psíquicos.

Basta imaginar o estado de espírito de qualquer um de nós perante uma dor de dentes contínua desde há anos e sem alívio!...

A Fifromialgia tem cura?

Não!

Aliás, com o passar dos anos, o doente tende a piorar, se não houver condições para um adequado tratamento, adaptação ou perante a ausência da ajuda de terceiros nas diversas tarefas diárias.

Há algum medicamento específico?

Não!

O tratamento é Multidisciplinar e tem de ser adaptado a cada doente e à fase em que se encontra.

O Doente de Fibromialgia é Simulador? Piegas?

Não!

Trata-se de uma Doença Orgânica, que pode ser extremamente Incapacitante, afectando seriamente a qualidade de vida do doente e para a qual não há tratamento específico.

O Doente Nunca mais pode Trabalhar?

Em alguns casos é verdade, mas na maioria Pode e Deve trabalhar, mas...

Ao seu ritmo e respeitando Períodos de Repouso e em ambientes Sem Pressão ou Stress.

Não vale a pena Tratar?

Embora a doença não tenha cura, Pode e Deve ser tratada no sentido do alívio dos Sintomas e Melhoria da Qualidade de Vida dos doentes.

9 - TRATAMENTO:

O primeiro passo é Acreditarmos no sofrimento do doente!

Seguidamente, envolver o doente no seu tratamento. Cada sujeito activo compreendendo e colaborando na responsabilidade do Sucesso / Insucesso.

Deve frisar-se que se trata de uma doença crónica e que o tratamento visa, não a Ausência de Sintomas, mas o seu Controlo.

Também teremos que estar preparados para Adaptar os esquemas terapeuticos à evolução das queixas.

É sempre um tratamento Individualizado e consta de:

1 - Tratamento Farmacológico:

A aminotriptilina, em doses baixas ( 10mg - 25mg/ dia), a fluoxetina, o diazepan e outros miorrelaxantes, ansiolíticos, indutores do sono, antiepiléticos, (o topiramato em doses até 75mg/dia tem-se mostrado útil), assim como alguns analgésicos como o paracetamol, com e sem codeína, os salicilatos, o tramadol, revelam alguma eficácia.

Os carticoesteroides, devido aos efeitos secundários e à quase ineficácia, são de Evitar!

2 - Tratamento Psiquiátrico:

O apoio psiquiátrico nunca deve ser de descurar, sempre que se revele necessário, sob a orientação de médico psiquiatra com experiência em dor.

3 - Psicoterapia Coadjuvante:

Particularmente útil nas áreas Cognitiva / Comportamental:

Aprender a viver com a doença e aceitar as suas limitações, assim como aprender a lidar com o stress.

Técnicas de Bio-Feedback têm-se mostrado úteis.

4 - Fisioterapia:

Apenas quando individualizada e efectivada por técnicos com experiência nestes doentes.

5 - Exercício Físico:

Fundamental, se adaptado às condições do doente.

Aconselha-se, essencialmente, a caminhada e natação (sem grande esforço), em ambientes agradáveis e tépidos.

É importante não descurar o Exercício Físico, porque a inacção para que tendem os doentes de Dor Crónica, acarreta consequências psíquicas e físicas como Depressão, Obesidade, Atrofia Muscular, Osteoporose, atralgias, tudo situações que acabam também e por si só, gerar doença.

10 - A FIBROMIALGIA E O DOENTE:

Como em qualquer outra doença dolorosa crónica e tendencionalmente incapacitante, estes doentes apresentam-se muito queixosos, com níveis de auto-estima baixos, angustiados, revoltados, não compreendidos e uma história de grande dificuldade em gerir a sua vida familiar, laboral e social.

A FAMÍLIA:

Factor primordial, para o melhor e para o pior, na evolução destes doentes.

Muitas vezes não colabora, acusando o doente de "preguiçoso", "piegas" ou "desequilibrado" emocionalmente.

Normalmente, após elucidado, o agregado familiar passa a colaborar, sendo de grande importância, pelo suporte que pode dar ao doente.

Por vezes, a própria família precisa de Apoio.

O TRABALHO:

Devido às características da doença, a rentabilidade baixa, o que, muitas vezes, acarreta acusações dos colegas e superiores hierárquicos, criando um meio hostil.

Devem-se diminuir os níveis de Stress do doente, respeitando os seus Ritmos de trabalho e/ou mudando de Actividade profissional.

A SOCIEDADE:

Normalmente, a incapacidade inerente à doença implica uma marcada diminuição da quantidade e qualidade da Vida Social destes doentes, assim como um aumento de gastos com o consumo de Serviços de Saúde e da Segurança Social, com faltas ao trabalho e Reformas precoces.

O Estado português ainda não facilita a estes doentes os direitos que lhes deveriam ser atribuídos, de acordo com o reconhecimento da patologia já existente, revelando-se duplamente penalizante para o doente e agregado familiar.

A EQUIPA DE SAÚDE:

É fundamental Acreditar no sofrimento do doente, Ser Solidário, Não desistir, estar Disponível e Atento, Aprender e Ensinar e Nunca esquecer que o doente de fibromialgia também é passível de desenvolver outras doenças.

O MÉDICO DE FAMÍLIA:

Cremos ser a base da Gestão destes doentes, porque os conhece individualmente desde há longos anos, conhece as famílias e tem a sua confiança, o ambiente laboral e os factores de risco individuais.

São factores fundamentais para um adequado Diagnóstico Diferencial, Seguimento e Intervenção Terapêutica, assim como pela proximidade e acessibilidade ao doente.

AS ASSOCIAÇÕES DE DOENTES:

Fundamentais na Divulgação da Doença, quer na Sociedade em geral através dos Média, quer na Classe Médica, através da Organização de Eventos Científicos, de que esta Revista é um exemplo.

Muito importante, também, no Apoio Individual ao doente, quer através de troca de experiências, quer através da Orientação para os locais mais idóneos, onde procurar Tratamento, assim como organizações de Sessões de Esclarecimento individual e colectivo, orientadas para os doentes, familiares e Sociedade em geral.

Fundamentais, enquanto Grupo de Pressão sobre a Classe Médica, Órgãos de Soberania e todos os Cidadãos, no sentido de uma melhor compreensão e uma Resposta Mais Eficaz Aos Doentes!

Sanchez Silva - Médico (Assistente Graduado de Medicina Geral Familiar)

Presidente do N.A.F. (Núcleo de Apoio à Fibromialgia)

Fonte: http://www.apdf.com.pt/

Publicada porRicardo Gonçalves à(s) quarta-feira, dezembro 10, 2008 1 comentários  

Compare o salmão com o atum

Comparamos 100 gramas de cada peixe fresco, o que equivale a 1 posta pequena

por Regina Célia Pereira | design Thiago Lyra | foto Dercílio

1 Calorias
Nenhuma preocupação para  quem está de olho na balança.  Mas que o atum é um 
pouquinho mais magro  — com 184 calorias contra  216 do salmão —, isso é.

2 Selênio
O atum contém mais dessa  substância que combate  tumores. São 80 microgramas,  enquanto o salmão tem 67.


3 Ferro
O atum oferece 2 miligramas  do mineral que afasta  a anemia. Já o salmão  contém 0,59 miligrama.


4 Potássio
O nutriente que abaixa  a pressão aparece mais no  salmão — 375 miligramas  contra 323 miligramas do atum.


5 Vitamina A
O salmão é mais rico  na substância que  protege os olhos.  Ele oferece 95 microgramas  e o atum apenas 21.


6 Gorduras do bem
O salmão contém quase o dobro 
de ácidos graxos insaturados,  aqueles que fazem bem ao  coração. São
4,47 gramas  contra 2,82 gramas do atum.


7 Cálcio
Para garantir ossos  fortes, a melhor opção é o  salmão, com 30 miligramas  desse mineral. O atum,  por sua vez, fornece 18. 


DICA
Os nutricionistas sugerem o consumo de peixes grelhados ou assados pelo menos três vezes por semana, de
preferência acompanhados de molhos leves, arroz, purês e vegetais. Para quem gosta de peixe cru, é importante observar se o alimento está bem
fresco, com aroma e cor característicos.

Publicada porRicardo Gonçalves à(s) segunda-feira, dezembro 08, 2008 0 comentários  

Ligadura Funcional Preventiva para o Tornozelo









Obs: Após a aplicação da ligadura funcional, verificar se existe algum desconforto, dor ou dormência na zona. Atenção á dificuldade de circulação na zona, se houver falta de circulação, a ligadura deverá ser aliviada.






Publicada porRicardo Gonçalves à(s) segunda-feira, dezembro 08, 2008 0 comentários  

Praia gelada para recuperar atletas

O voo da comitiva do Portsmouth para Inglaterra teve ontem de ser
retardado. O técnico do clube inglês, Harry Redknapp, decidiu que os
jogadores teriam de tomar um banho numa praia dos arredores do Porto,
para recuperarem do esforço físico que tiveram de despender, na
quinta-feira à noite, no jogo com o V. Guimarães (2-2, após
prolongamento), que qualificou a equipa para a fase de grupos da Taça
UEFA.

"Atrasámos o voo para que os
futebolistas pudessem nadar um bocado. No hotel onde estivemos
instalados não havia banheiras de gelo, pelo que decidimos que o melhor
era ir à praia logo pela manhã", afirmou Redknapp à imprensa inglesa.

Confrontado
com o facto de a água estar gelada (16 graus), o técnico dos ‘Pompey’
–detentores da Taça de Ingleterra – explicou: "É a única forma de
tirarem o ácido das pernas. Precisam de ver-se livres do ácido láctico
[que provoca dores musculares] até ao jogo com o Stoke City, no
domingo.
"

O Portsmouth esteve a perder com o V. Guimarães por 2-0 mas no prolongamento chegou ao empate, golos de Crouch

Publicada porRicardo Gonçalves à(s) sábado, outubro 04, 2008 0 comentários  

Coluna Vertebral, Região Cervical - Animação 3D

A região cervical é constituída por sete vértebras localizadas no pescoço. A primeira vértebra chama-se Atlas e articula-se com o cranio possibilitando a flexão e extensão da cabeça sobre a coluna vertebral cervical, bem como suportando seu peso. O Axis é a segunda vértebra cervical e apresenta uma apófise na sua região anterior que se projeta para cima, penetrando o plano horizontal do canal vertebral da primeira vértebra, articulando-se com a parte posterior do seu anel anterior


Publicada porRicardo Gonçalves à(s) terça-feira, junho 10, 2008 1 comentários  

Cervicalgia (Dor no pescoço)

Podemos definir a Cervicalgia como um quadro doloroso, normalmente resultado de uma contractura muscular no pescoço, geralmente assimétrica. Os musculos do pescoço estão sujeitos a uma tensão constante para manter a posição correcta da nossa cabeça, o que poderá vir a provocar dor muscular, devido a um aumento gradual de tensão nos musculos e provocar também algum tipo de ruptura muscular, através de movimentos rápidos e bruscos.

Os sintomas mais comuns neste caso são: atitude de defesa e rigidez dos movimentos, alteração da mobilidade do pescoço e a dor durante a palpação muscular do pescoço podendo também abranger a região do ombro e nos casos mais graves ou prolongados irradiando para todo o membro superior.

Em relação à dor, o paciente pode queixar-se desde uma dor leve local e uma sensação de cansaço, até uma dor mais forte e limitante. O braço, além de doer, pode apresentar alterações de sensibilidade e força muscular, são as chamadas “alterações neurológicas”.

O paciente refere adormecimento de alguma área ou de todo o membro, podendo ser contínua ou desencadeada por algum factor. A fraqueza muscular acontece em casos mais graves ou prolongados sendo geralmente progressiva. Podem existir também alterações nos reflexos encontrados em algumas inserções musculares no punho, cotovelo e ombro nos casos mais graves.

Outros sintomas que podem ser vistos, porém são menos comuns são: dificuldade na escrita ou na marcha, alterações na fala, dor de cabeça, zumbidos, náuseas, visão turva, febre, sudorese noturna, cansaço e perda de peso.

Em casos mais graves a dor cervical pode fazer parte de graves infecções ou tumores. A cervicalgia é um dos sintomas da meningite, infecção rara e grave do sistema nervoso.


REABILITAÇÃO

Objectivos:

  • Diminuir a dor e inflamação
  • Identificar as possiveis causas da Cervicalgia
  • Restaurar a mobilidade e flexibilidade
  • Fortalecimento muscular

Diminuir Dor e Inflamação

  • Se não suspeitar de ruptura muscular durante as primeiras 48 horas, então aplique quente na forma de banho ou saco de agua.
  • Aplique quente durante 15 a 20 minutos, cada hora.
  • Anti-Inflamatórios (Não esteroides), poderão ser benéficos na fase inicial da lesão. (Atenção: Consultar sempre um médico antes de tomar qualquer medicamento).
  • Descanço é importante. Evitar fazer movimentos que provoquem dor. Manter sempre uma postura correcta, principalmente se trabalhar sentado.
  • Ligadura funcional poderá ajudar a descomprimir a tensão muscular na zona.
  • Técnicas de massagem é muito importante, ajudarão a relaxar e a diminuir a dor na zona.

Restaurar Mobilidade e Flexibilidade

  • Os musculos do pescoço poderão voltar á sua condição inicial, ou até melhorar, através de exercicios de mobilidade, alongamento e massagem.
  • Os exercicios de mobilidade deverão começar a ser executados assim que a dor o permitir, se sentir dor ao executar, não o faça.
  • Deverá efectuar exercicios de mobilidade 3 vezes ao dia durante as 2 primeiras semanas da lesão, para uma melhor recuperação.
  • Os exercicios de alongamento deverão igualmente ser feitos assim que a dor o permitir e devem ser executados após os exercicios de mobilidade.
  • A massagem é um excelente metodo para ajudar no relaxamento dos musculos tensos, e poderá ser feita após a fase aguda da lesão (48h a 72h).

Fortalecimento Muscular

  • Assim que se tenha recuperado a mobilidade do pescoço, deverão ser executados exercicos de reforço muscular, para um melhor suporte do pescoço e evitar futuras lesões.

Exercicios de Mobilidade

Deverá executar estes exercicios 3 vezes ao dia, durante os primeiros dias, após uma semana poderá reduzir para 2 vezes por dia.

Exercicio 1

  • 10 repetições para cada lado

Exercicio 2

  • 1o repetições para cada lado

Exercicio 3

  • 1o repetições para cada lado

Exercicios de Alongamento

Deverá executar estes exercicios 3 vezes ao dia, durante os primeiros dias, após uma semana poderá reduzir para 2 vezes por dia.

Exercicio 1


  • Aguentar durante 10 a 20 segundos
  • Repetir 5 vezes para cada lado
Exercicio 2


  • Aguentar durante 10 a 20 segundos
  • Repetir 5 vezes para cada lado
Exercicio 3


  • Aguentar durante 10 a 20 segundos
  • Repetir 5 vezes para cada lado

Exercicios de Fortalecimento

Exercicio 1


  • 10 a 20 repetições - 3 sets

Exercicio 2

  • 10 a 20 repetições - 3 sets

Exercicio 3 - Com resistencia

  • Aguentar durante 5 segundos
  • Repetir 5 a 10 vezes

Exercicio 4 - Com resistencia

  • Aguentar durante 5 segundos
  • Repetir 5 a 10 vezes

Exercicio 5 - Com resistencia

  • Aguentar durante 5 segundos
  • Repetir 5 a 10 vezes

Estes exercicios deverão ser executados todos os dias durante a primeira semana. Todos os exercicios deverão ser executados sem dor, se sentir dor, pare.

Aumente a dificuldade dos exercicios de forma gradual, mas executar os exercicios sempre de maneira correcta.

Á medida que vai aumentando a intensidade dos exercicios, irá necessitar de dias de descanço entre sessões para permitir que o musculo recupere, execute então estes exercicios 3 a 4 vezes por semana.

Publicada porRicardo Gonçalves à(s) sábado, abril 19, 2008 26 comentários  

ASMA

A asma afecta perto de 150 milhões de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, estima-se que mais de 600 mil pessoas sofram de asma.

O que é?
A asma é uma doença inflamatória crónica das vias aéreas que, em indivíduos susceptíveis, origina episódios recorrentes de pieira, dispneia (dificuldade na respiração), aperto torácico e tosse, particularmente nocturna ou no início da manhã. Estes sintomas estão geralmente associados a uma obstrução generalizada, mas variável, das vias aéreas, a qual é reversível espontaneamente ou através de tratamento.

Quem pode ser afectado?
A asma pode afectar qualquer pessoa, mas tem maior prevalência na população infantil e juvenil.

Quais são os sintomas?
Suspeita-se de asma em presença de historial de um dos seguintes sinais ou sintomas: tosse com predomínio nocturno, pieira recorrente, dificuldade respiratória recorrente e aperto torácico recorrente.Eczema, rinite alérgica, história familiar de asma ou de doença atópica estão frequentemente associados à asma.Uma observação torácica normal não exclui a hipótese de asma.

O que provoca ou pode agravar a asma?
Os sintomas de asma podem ocorrer ou agravar-se em presença de:
Exercício físico;
Infecção viral;
Animais com pêlo;
Penas dos pássaros;
Exposição prolongada aos ácaros do pó doméstico (existentes principalmente em colchões, almofadas e carpetes);
Fumo, principalmente de tabaco e lenha;
Pólen, sobretudo na Primavera;
Alterações de temperatura do ar;
Emoções fortes, principalmente quando desencadeiam o riso ou choro;
Produtos químicos inaláveis;
Fármacos, principalmente ácido acetilsalicílico e beta-bloqueantes.

Como é feito o diagnóstico da asma?
O diagnóstico da asma tem por base:
A história clínica - para determinar a presença de sintomas e as suas características, relacionados com exposições a factores de agressão;
Exame específico - para determinar sinais de obstrução brônquica, embora um exame normal possa possibilitar o diagnóstico;
Avaliação funcional respiratória - para comprovação de obstrução brônquica, da presença de hiperreactividade brônquica e de limitação variável do fluxo aéreo;
Avaliação de atopia;
Exclusão de situações que podem confundir-se com a asma.

A asma é uma doença muito grave?
A asma pode ter vários graus de gravidade, consoante a frequência, a intensidade dos sintomas e a necessidade de utilizar medicamentos.

Grau 1: Asma intermitenteOs sintomas surgem menos de uma vez por semana ou o doente acorda com os sintomas duas ou menos vezes por mês, ficando assintomático nos períodos entre os sintomas.
Grau 2: Asma persistente ligeiraOs sintomas surgem uma ou mais vezes por semana, mas menos de uma vez por dia. O doente acorda com os sintomas durante a noite mais de duas vezes por mês.
Grau 3: Asma persistente moderadaOs sintomas são diários. O doente acorda com os sintomas durante a noite mais de uma vez por semana e necessita de utilizar diariamente agonistas ß2. As crises afectam a sua actividade diária habitual.
Grau 4: Asma persistente grave. Os sintomas são permanentes. O doente acorda frequentemente com os sintomas durante a noite e a sua actividade diária encontra-se limitada.

Como é possível identificar as crises de asma e determinar a sua gravidade?
As crises de asma podem ser ligeiras, moderadas, graves e com paragem respiratória iminente, consoante os sintomas.Mas ter uma crise de asma significa, sobretudo, sentir dificuldade em respirar. As crises muito graves podem pôr a vida em risco, por isso devem-se tomar todas as medidas necessárias para as evitar e estar prevenido para as atacar o mais depressa possível.Normalmente, as crises instalam-se lenta e progressivamente, pelo que, se a pessoa estiver atenta, tem tempo para usar a medicação (normalmente inalador) correspondente ao tratamento prescrito pelo médico e, assim, afastar o perigo.Quando a crise persiste, dirija-se a um serviço de urgência. Nas famílias com crianças asmáticas, a atenção e os cuidados devem ser redobrados.

Tipos de crise
Crise ligeira

Apresenta dispneia à marcha (a andar);
Tolera posição de decúbito (posição de quem está deitado);
Apresenta um discurso quase normal;
Está consciente;
Apresenta-se normalmente calmo, podendo mostrar alguma ansiedade;
Não apresenta habitualmente tiragem respiratória;
A frequência respiratória está habitualmente normal, podendo estar ligeiramente elevada;
A frequência cardíaca está habitualmente abaixo dos 100/min;
Apresenta sibilos (ruídos feitos ao respirar que indicam obstrução parcial dos brônquios) moderados;
Não apresenta pulso paradoxal.

Crise moderada
Apresenta dispneia a falar;
Adopta a posição de sentado;
Fala com frases curtas;
Está consciente mas ansioso;
Apresenta tiragem respiratória;
A frequência respiratória encontra-se elevada;
A frequência cardíaca encontra-se entre 100 e 120/min;
Apresenta sibilos evidentes;
Pode apresentar pulso paradoxal.

Crise grave
Apresenta dispneia em repouso;
Encontra-se inclinado para a frente;
Fala apenas através de palavras;
Encontra-se ansioso ou até agitado;
Apresenta tiragem respiratória;
A frequência respiratória é superior a 30/min;
A frequência cardíaca é superior a 120/min;
Apresenta sibilos muito evidentes;
Apresenta geralmente pulso paradoxal.

Crise com paragem respiratória iminente
Apresenta-se sonolento ou em estado de confusão;
Apresenta bradicardia (diminuição do número normal das contracções cardíacas);
Apresenta silêncio respiratório;
Não apresenta pulso paradoxal.
Quais são os sintomas de um doente asmático de alto risco?Considera-se como sendo de alto risco o doente asmático que:
Tem uma asma grave, de duração prolongada;
Tem uma asma lábil (transitória), constatada pela grande variabilidade diária de sintomas e dos débitos respiratórios;
Tem uma história clínica que revela que a sua asma não está controlada, referindo idas frequentes ao serviço de urgência, visitas médicas de urgência frequentes, hospitalizações no último ano, necessidade de ventilação mecânica e alta hospitalar recente.

Como é que se trata a asma?
Os medicamentos para a asma têm de ser receitados pelo médico.Há vários tipos de medicamentos: inaladores ou bombas e comprimidos ou xaropes. Só os médicos podem determinar que comprimidos, xaropes, inaladores ou aerossóis são adequados a cada caso, em que doses devem ser tomados e aplicados e qual a duração do tratamento.Existem também vacinas, aplicáveis quando é determinado o agente que provoca a alergia, o que as torna uma possibilidade de tratamento eficaz.
Os doentes com asma de alto risco têm acesso facilitado às Consultas Diferenciadas de Asma, com atendimento nas primeiras 24 horas após a sua identificação.
Não espere pela crise. Informe-se sobre o centro de saúde ou hospital mais próximo da sua área de residência que tenham consultas diferenciadas de asma.

Publicada porRicardo Gonçalves à(s) terça-feira, janeiro 15, 2008 0 comentários